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Alerta: Cresce o número das ameaças de vazamentos de “nudes” em troca de dinheiro

Alerta: Cresce o número das ameaças de vazamentos de "nudes" em troca de dinheiro

Sextorsão (do termo em inglês sextorsion) é o termo que designa a prática de extorsão a partir da ameaça de exposição de supostas fotos ou vídeos sexuais das vítimas na Internet.

Os criminosos intimam divulgar o material a amigos e parentes caso a pessoa não cumpra o favor pedido dentro de um curto período de tempo. Algumas vezes, os golpistas não têm qualquer conteúdo comprometedor da vítima em mãos, mas utilizam mecanismos bastante convincentes para que ela realmente acredite no golpe.




Em julho, foram relatadas ao FBI 13 mil queixas a mais do que no mês anterior sobre casos de sextorsão, mas suspeita-se que esse número é ainda maior, pois muitas vítimas, assustadas com a ameaça, realizam o favor demandado pelo golpista e não buscam auxílio com as autoridades. Apesar de ser uma prática comum, a palavra não é tão popular entre os usuários da rede. A sextorsão pode ser feita por hackers, mas também por ex-parceiros ou parceiras ou uma pessoa qualquer com quem houve a prática de sexting (envio de mensagens e imagens de conteúdo sexual). O pagamento pode ser cobrado em dinheiro, criptomoedas ou até mesmo com favores sexuais ou amorosos, dependendo do caso.

Diferentes formas de agir

Com a popularização dos smartphones, ficou mais fácil a troca de fotos e vídeos pela Internet. Entre os mais jovens, é comum a prática do envio de nudes não apenas a namorados, mas a amigos ou a pessoas conhecidas somente no ambiente virtual. Os arquivos compartilhados durante essas conversas, feitas por meio de mensageiros como WhatsApp ou Messenger, podem parar nas mãos de pessoas mal-intencionadas — que nem sempre é quem recebeu o conteúdo originalmente.

Vale lembrar que, dependendo do aparelho, bandidos podem conseguir acesso a arquivos de celulares roubados. Além disso, caso o usuário salve automaticamente todas as fotos recebidas na nuvem e tenha sua senha roubada, essas imagens também podem ser expostas. Há ainda o risco de porn revenge (pornô de vingança, em português), quando quem não se conforma com o fim de uma relação ameaça compartilhar imagens do ex-parceiro ou parceira em momentos íntimos.

Usuários devem ficar alertas nas redes sociais para as armadilhas espalhadas pelos golpistas nas plataformas. Por exemplo, suspeite de desconhecidos que enviam convites de amizade para você sem nenhuma razão aparente. A partir de uma conversa, eles podem se exibir em uma vídeo-chamada e incentivar a fazer o mesmo. Então, esse vídeo pode capturado e o golpista ameaça compartilhá-lo com amigos e parentes em troca de dinheiro.

Hackers e a sextortion

Alguns dos golpes praticados por cibercriminosos envolvem a chantagem sexual. Os bandidos lucram com a inocência das vítimas, que acreditam que eles possuam arquivos íntimos. Em julho, hackers enviaram mensagens afirmando que tinham o vídeo de pessoas enquanto acessavam a sites de conteúdo adulto, e ameaçavam compartilhá-lo com os seus amigos caso não realizassem o pagamento de US$ 1.400 em 24 horas. A ameaça parecia realista pelo fato de incluir na mensagem uma senha antiga utilizada pelo chantageado. O site especializado em segurança KrebsOnSecurity informou, na época, que o golpe deve ter sido realizado de forma semiautomática. É provável que invasor tenha criado um script que capturava nomes de usuários e senhas de algum arquivo vazado há, aproximadamente, uma década. Assim, todas as pessoas que tiveram senhas comprometidas no vazamento receberam o e-mail.

Em outubro, o pesquisador de segurança conhecido no Twitter como SecGuru descobriu um crime semelhante. Os hackers alegavam ter invadido a conta de e-mail ao supostamente enviarem uma mensagem a partir do correio eletrônico da própria vítima. Na realidade, eles utilizavam um recurso que “maquiava” o endereço real de envio. Assim como no golpe anterior, os bandidos solicitavam pagamento em bitcoins para que não fosse exibido um vídeo da pessoa ao acessar uma página de conteúdo pornográfico.

Como evitar cair no golpe

De acordo com o site Comparitech, o número de extorsões de teor sexual tem aumentado: em julho, foram feitas 13 mil queixas a mais ao FBI do que no mês anterior. Entretanto, acredita-se que muitos dos casos sequer são registrados, uma vez que vítimas assustadas podem efetuar o pagamento e não comunicar às autoridades responsáveis. Para não cair em um esquema de sextorsão, o ideal é evitar o compartilhamento de fotos e vídeos de conteúdos sexuais por meio de e-mail ou mensageiros, principalmente com estranhos ou pessoas pouco conhecidas. Também é recomendável evitar manter esse tipo de conteúdo em seu dispositivo ou salvá-lo na nuvem, uma vez que, em caso de roubo do aparelho ou da senha de usuário do serviço, podem ser acessados por terceiros. Também é importante ter sempre um antivírus instalado e atualizado em seu computador e, preferencialmente, manter a webcam coberta e desligada enquanto não estiver sendo utilizada.

Fui vítima de sextorsão, e agora?

A Agência Nacional de Crime dos Estados Unidos reúne algumas dicas para quem sofrer com esse tipo de golpe. A primeira sugestão é que a pessoa não entre em pânico e contate com as autoridades responsáveis. Se houver em seu estado, procure por uma delegacia de combate e repressão a crimes cibernéticos. A Agência solicita ainda que seja cortado qualquer contato com o criminoso, e pede para tirar print de toda a conversa prévia. O pagamento solicitado também não deve ser feito e é recomendado que o usuário preserve o máximo de evidências possíveis, como endereço do perfil no Facebook, conta do Skype, endereço de e-mail.

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